Máscara de soldar: que DIN usar e como escolher
A máscara protege os olhos, a cara e o pescoço da radiação do arco, dos salpicos e do calor. A tonalidade do filtro (o número DIN) depende do processo e da corrente: escuro demais e não vês o banho; claro demais e cansas ou queimas os olhos.
Elétrodo até 160 A: DIN 10–11. MIG/MAG: DIN 10–12. TIG até 80 A: DIN 9–11. Uma máscara automática regulável entre DIN 9 e 13 cobre quase todo o trabalho de garagem.
Tabela de tonalidade DIN por processo
| Processo | Corrente | DIN recomendado |
|---|---|---|
| Elétrodo revestido | 60–160 A | DIN 10–11 |
| Elétrodo revestido | 160–300 A | DIN 12–13 |
| MIG/MAG | 60–300 A | DIN 10–12 |
| TIG | 15–80 A | DIN 9–11 |
| Corte a plasma | até 400 A | DIN 11–14 |
| Oxiacetilénica | — | DIN 5–7 (óculos próprios) |
Tabela 2.1 do e-book A Forja do Soldador. Dentro de cada intervalo, começa pelo mais escuro e clareia se não vires bem o banho.
Máscara fixa ou de escurecimento automático?
Máscara de lente fixa (passiva): o visor está sempre escuro. É barata, robusta e não precisa de pilhas. O problema: tens de a baixar com um movimento de cabeça no último segundo, e até lá não vês bem a junta.
Máscara de escurecimento automático: os sensores detetam o arco em menos de 1/25.000 de segundo e o visor escurece sozinho; quando o arco apaga, clareia. Vês a junta antes de abrir o arco, o que ajuda muito a aprender. A tonalidade é normalmente regulável entre DIN 9 e 13.
Se vais investir numa coisa, que seja a máscara. Ver a junta antes de abrir o arco muda por completo a facilidade de aprender.
O que ver antes de comprar uma máscara automática
- Regulação de tonalidade entre DIN 9 e 13 (e um modo de “rebarbar” com o visor claro).
- Número de sensores: 2 servem para trabalho de garagem; 4 reagem melhor quando um sensor fica tapado, em posições difíceis.
- Regulação de sensibilidade e de atraso (o tempo que o visor demora a clarear depois do arco apagar). No TIG com corrente baixa, a sensibilidade faz diferença.
- Norma do filtro: os filtros automáticos devem cumprir a EN 379 e ter marcação CE. A classificação óptica aparece na etiqueta como quatro números (por exemplo 1/1/1/2): quanto mais baixos, melhor a qualidade da imagem.
- Área de visão e conforto do arnês: vais usá-la durante horas.
- Visores de proteção de substituição fáceis de encontrar: o visor exterior apanha salpicos e troca-se com frequência.
O capítulo de equipamento de proteção do e-book é grátis: lê-o antes de comprar.
O resto da proteção
- Óculos de segurança transparentes por baixo da máscara, para rebarbar e picar escória: é quando a máscara está levantada que os fragmentos saltam.
- Luvas de couro para elétrodo e MIG; luvas finas de TIG para ter sensibilidade. Nunca luvas de borracha ou nylon.
- Roupa de algodão ou lã, mangas compridas e sem sintéticos, que derretem com as faíscas.
- Proteção respiratória (FFP2/FFP3 para fumos) e, antes de tudo, ventilação.
A fotoqueratite (a “cegueira do soldador”) não se sente logo: os sintomas aparecem 6 a 12 horas depois, com sensação de areia nos olhos, lágrimas e dor com a luz. Usa a máscara sempre, mesmo para um só ponto, e protege quem está à volta.
Estás a montar a oficina? Vê também que máquina de soldar comprar e o roteiro como aprender a soldar do zero.
Perguntas frequentes
Que DIN usar para soldar com elétrodo?
Que DIN usar para MIG?
Vale a pena uma máscara de soldar automática para começar?
Posso usar óculos de sol ou de eclipse para soldar?
Queres as 21 tabelas à mão na bancada?
O e-book A Forja do Soldador junta MIG/MAG, TIG e elétrodo revestido do zero ao terreno: mais de 80 páginas, 21 tabelas de parâmetros e 37 imagens técnicas, em português de Portugal.
PDF para telemóvel, tablet ou computador · acesso imediato · 14 dias de garantia