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Como soldar com elétrodo do zero

Guia gratuito · A Forja do Soldador · atualizado em setembro de 2026

A soldadura com elétrodo revestido (MMA, ou SMAW) é o processo clássico: máquina simples, sem garrafa de gás e capaz de trabalhar ao ar livre. É por onde muitos soldadores começam. O segredo não está na força da máquina, está em controlar o arco.

Resposta rápida

Para começar: elétrodo 6013 de 3,2 mm, 90–110 A, chapa de aço de 6–8 mm, ao baixo. Arco com o comprimento igual ao diâmetro do elétrodo, inclinação de 5 a 15° no sentido do avanço e velocidade constante.

1. Antes de acender o arco

2. Abrir o arco

Há duas formas. Por raspagem: risca a peça com o elétrodo como um fósforo e levanta-o assim que o arco acende. É a mais fácil para quem começa. Por toque: toca na peça na perpendicular e recua depressa. É mais limpa, mas o elétrodo cola mais vezes até ganhares mão.

3. Comprimento do arco, ângulo e velocidade

ParâmetroRegraSe errares…
Comprimento do arcoIgual ao diâmetro do elétrodo (≈3 mm com um 3,2)Longo: salpicos e poros. Curto: o elétrodo cola.
Ângulo de trabalho90° em junta de topo, 45° em junta de ânguloCordão descentrado e falta de fusão de um lado.
Ângulo de avanço5 a 15° no sentido do avançoEscória à frente do banho e inclusões.
VelocidadeConstante, com o banho a acompanhar as bordasRápida: cordão fino. Lenta: cordão gordo e furos.

Lembra-te de que o elétrodo encurta enquanto soldas: tens de ir descendo a mão para manter o mesmo comprimento de arco.

Guia-te pelo som

Um arco estável soa a toucinho a fritar: um chiar uniforme. Um arco longo soa mais aberto e irregular. Um arco curto estala e rebenta muitas vezes.

4. Os 7 erros que deixam a soldadura feia e pingada

  1. Arco demasiado longo: salpicos, poros e cordão largo e irregular.
  2. Amperagem errada: a mais dá mordeduras e furos; a menos dá um cordão alto sem fusão. Vê a tabela de amperagem.
  3. Velocidade irregular: o cordão fica com “gomos” e espessura variável.
  4. Soldar sobre sujidade: tinta, ferrugem e óleo provocam porosidade, sobretudo no início do cordão.
  5. Massa mal ligada: o arco “cospe” e não funde, e parece que a máquina está fraca.
  6. Elétrodo húmido: arco instável e poros. Guarda os elétrodos em local seco (e o 7018 em estufa).
  7. Não tirar a escória entre passes: fica presa dentro da soldadura (inclusão de escória).

No e-book, o capítulo do elétrodo revestido inclui a tabela de elétrodos (6010 a 7024), os movimentos de oscilação e a tabela de defeitos com causas e soluções.

5. Plano de treino para as primeiras sessões

  1. Cordões a direito sobre chapa plana: o objetivo é só manter o arco estável e o comprimento certo.
  2. Cordões lado a lado, cada um a cobrir metade do anterior.
  3. Junta em T ao baixo (ângulo de 45°).
  4. Junta de topo com uma pequena folga.
  5. Só depois, vertical ascendente com menos 10–15% de corrente.

Depois de cada cordão, pica a escória e observa: largura constante, bordas bem fundidas, sem poros nem mordeduras. Ainda não sabes qual processo te serve? Compara em MIG, MAG ou TIG: diferenças.

Perguntas frequentes

Qual o melhor elétrodo para aprender a soldar?
O 6013 (rutílico): acende com facilidade, tem um arco suave, funciona em corrente contínua ou alternada e a escória sai bem.
Posso soldar com elétrodo em casa?
Sim, com uma máquina inverter numa tomada normal, boa ventilação, área livre de inflamáveis e o equipamento de proteção completo.
Porque é que a minha soldadura fica com buracos?
Os poros vêm quase sempre de sujidade na chapa, de elétrodos húmidos ou de um arco demasiado longo. Limpa até ao metal vivo e encurta o arco.
Soldar com elétrodo é mais difícil do que MIG?
Para a maioria das pessoas, sim: no elétrodo tens de controlar o comprimento do arco enquanto ele encurta. No MIG o fio avança sozinho. Em contrapartida, a máquina de elétrodo é mais barata e aguenta o vento.

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