MIG, MAG ou TIG: diferenças e qual escolher
Não há um processo de soldadura “melhor”: há o mais adequado ao material, à espessura e ao sítio onde vais trabalhar. Estes são os quatro que contam para quem começa e para quem quer trabalhar na indústria em Portugal.
MIG/MAG é o mais fácil de aprender e o mais usado na indústria. Elétrodo é o mais barato e aguenta trabalho ao ar livre. TIG é o mais preciso e limpo (inox e alumínio), mas também o mais difícil.
MIG e MAG: a mesma máquina, gases diferentes
Os dois usam um fio contínuo que a máquina alimenta sozinha. A diferença está no gás:
- MIG (gás inerte): árgon puro, ou hélio. Usa-se sobretudo em alumínio, cobre e outros metais não ferrosos.
- MAG (gás ativo): CO₂ ou misturas de árgon com CO₂. A mistura C25 (75% árgon + 25% CO₂) é o padrão para aço ao carbono.
No dia a dia diz-se “MIG” para tudo, mas quem solda aço com mistura está tecnicamente a fazer MAG.
TIG: o elétrodo que não se gasta
No TIG, o arco sai de um elétrodo de tungsténio que não funde. Se precisares de material de adição, alimentas uma vareta com a outra mão, e muitas máquinas têm pedal para controlar a corrente. É esta coordenação a três que o torna o processo mais difícil, e também o mais valorizado. Em alumínio usa-se corrente alternada (CA); em aço e inox, corrente contínua com o elétrodo no negativo.
Elétrodo revestido: o canivete suíço
Máquina simples, sem gás, funciona ao vento, em obra e em todas as posições. Exige mais mão para controlar o arco e deixa escória. Vê o passo a passo em como soldar com elétrodo do zero.
Tabela comparativa
| Processo | Melhor para | Dificuldade | Investimento |
|---|---|---|---|
| MIG/MAG | Chaparia automóvel, chapa fina, produção rápida, quem está a começar | Baixa a média | Médio |
| Elétrodo revestido | Portões, grades, estruturas, ferro grosso, ao ar livre | Média | Baixo |
| TIG | Inox, alumínio, trabalho fino e de acabamento perfeito | Alta | Alto |
| Fio fluxado | Exterior, ferro com alguma ferrugem, alta produção | Baixa a média | Baixo a médio |
Adaptado da tabela 16.1 do e-book A Forja do Soldador.
O e-book tem um capítulo completo para cada processo: MIG/MAG (modos de transferência, gases e parâmetros), TIG (tungsténios, corrente e técnica) e elétrodo revestido.
Qual escolher para começar?
- Queres soldar em casa, sobretudo chapa e carros: MIG/MAG com gás.
- Portões, grades e ferro grosso, com pouco orçamento: elétrodo (ou fio fluxado sem gás).
- Inox e alumínio com acabamento de nível: TIG, mas mais tarde.
- Queres trabalhar na indústria: começa pelo elétrodo em todas as posições e evolui para MIG/MAG e TIG. Vê soldador em Portugal: processos que as empresas pedem.
Outros tipos de soldadura que vais ouvir
- Oxiacetilénica (a maçarico): não precisa de eletricidade. Ainda se usa em reparações e brasagem.
- Arco submerso: automático, para grandes espessuras (estaleiros, reservatórios).
- Por resistência (pontos): a base da indústria automóvel, feita sobretudo por robôs.
- Brasagem e soldadura branda: unem sem fundir o metal base. Canalização, refrigeração e eletrónica.
Perguntas frequentes
Qual é a soldadura mais fácil de aprender?
Qual é a diferença entre MIG e TIG?
Qual é a soldadura mais barata para começar?
Que soldadura se usa para inox e alumínio?
Queres as 21 tabelas à mão na bancada?
O e-book A Forja do Soldador junta MIG/MAG, TIG e elétrodo revestido do zero ao terreno: mais de 80 páginas, 21 tabelas de parâmetros e 37 imagens técnicas, em português de Portugal.
PDF para telemóvel, tablet ou computador · acesso imediato · 14 dias de garantia